Uma pesquisa da Korn Ferry com 264 empresas brasileiras analisou como as organizações avaliam, desenvolvem e recompensam seus profissionais.
Os dados mostram que a maioria das empresas já tem programas formais de gestão de desempenho, cobrindo diferentes níveis hierárquicos. Ainda assim, a prática está longe de ser homogênea. Processos de calibração nem sempre alcançam todos os níveis, e a maturidade das lideranças para conduzir avaliações consistentes segue desigual.
Outro ponto de atenção é a comunicação. Dificuldades para traduzir metas corporativas em objetivos locais, ruídos em ambientes remotos e baixa cultura de feedback comprometem a credibilidade do processo.
O estudo também aponta avanços tímidos na inclusão de indicadores de ESG e diversidade nos acordos de metas e revela que, embora parte das empresas já opere em modelos ágeis, os sistemas de avaliação ainda lutam para equilibrar padronização e flexibilidade. Para a Korn Ferry, o recado é claro: sem clareza, governança e preparo da liderança, a gestão de desempenho perde força como ferramenta estratégica.
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